Viseu Dão Lafões, uma região competitiva e com vocação exportadora
O perfil e as potencialidades económicas de toda uma região.
Viseu Dão Lafões é uma região com um perfil e potencialidade económica marcada por uma forte diversificação das atividades económicas existentes.
Apresenta-se como uma região economicamente dinâmica e competitiva, com um tecido empresarial diversificado e uma estrutura produtiva equilibrada. De acordo com os dados mais recentes do INE (2023–2025), a região conta com 31 406 empresas, empregando 92 435 pessoas, e gera um volume de negócios total de 9 216 M€, com um Produto Interno Bruto (PIB) regional de 4 951 M€.
A economia regional destaca-se pelo equilíbrio entre setores. O setor dos Serviços representa a maior fatia do Valor Acrescentado Bruto (65,6%), mas Viseu Dão Lafões mantém um peso industrial de 29,3%, superior à média nacional, e um peso agrícola de 5,1%, também acima da média nacional e da Região Centro.
O valor acrescentado bruto das empresas na região atinge 2 261 M€, com maior destaque para o comércio por grosso e a retalho; reparação de veículos automóveis e motociclos (358 M€), construção (239 M€) e transportes e armazenagem (203 M€).
A região tem 31 406 empresas, concentradas principalmente no comércio por grosso e a retalho; reparação de veículos automóveis e motociclos (4 996 empresas), na agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca (4 015 empresas) e nas atividades administrativas e de serviços de apoio (3 746 empresas).
Apesar de não ser o setor com maior número de empresas, a Indústria Transformadora é o maior empregador da região, com 19 050 trabalhadores, seguida pelo comércio por grosso e a retalho (17 191 trabalhadores) e pela construção (11 557 trabalhadores). O mercado de trabalho regional demonstra uma elevada capacidade de absorção, com mais de 92 mil pessoas ao serviço.
V ANTIGO V
A cidade de Viseu tem igualmente desenvolvido uma estratégia de captação de investimento focalizada nos setores das tecnologias de informação (com enfoque nas cidades inteligentes), saúde e ambiente. Instalaram-se, na cidade de Viseu, empresas como a Bizdirect, IBM, Critical Software, Altice Labs, CUF, Delloite, Tula, Compta ou SIBS sendo que nos últimos 3 anos fixaram-se 350 engenheiros.
Se, por um lado, esta diversificação tende a limitar a generalização de relações intersectoriais e outras sinergias, é também verdade que existem alguns domínios que evidenciam complementaridades entre si e que têm dado origem a alguns portfólios de atividades relacionadas, ancoradas territorialmente (e.g. atividades metalomecânica, fornecedores de componentes e equipamentos industriais especializados; produção de madeiras, mobiliário e habitat e de soluções bioquímicas para as indústrias agroalimentares).
Foi nestes domínios que se verificou, nas ultimas décadas, um maior aumento do pessoal ao serviço e volume de vendas, bem como a emergência de start-ups e spin-offs mais qualificadas e promissoras.
Por outro lado, é de referir o papel de relevo que assume, na base económica da região, os grupos de empresas e grupos empresariais, como é o caso do grupo Visabeira, que se perfilam como grandes empregadores e que absorvem as maiores qualificações da região, de nível técnico e superior.
É neste contexto que os ecossistemas empreendedores locais, integrando empresários, empreendedores e associações empresariais, órgãos da administração central, regional e local, instituições de ensino, organizações do sistema científico e tecnológico, se assumem, cada vez mais, como redes colaborativas essenciais para a criação de valor, retenção e atração de talento, para a valorização dos recursos locais e para a criação de comunidades mais sustentáveis.
Destacamos, a título de exemplo, o investimento que tem existido, através dos quadros comunitários, na criação e expansão de áreas de acolhimento empresarial do território, com realce, neste contexto, para as infraestruturas existentes nos municípios de Tondela, Oliveira de Frades, Mangualde, Nelas e Vouzela. Dar nota, também, da criação de espaços de incubação de empresas em vários concelhos da região.
Já o sector agro-florestal está organizado em distintas estruturas sócio económicas e sócio profissionais que servem de base de apoio à produção e comercialização da maioria da produção agrária (fruta, vinho, carne, floresta, etc.), que têm permitido estabelecer economias de escala que se revelaram fundamentais na viabilização/modernização das pequenas explorações e que igualmente, têm desempenhado um papel fundamental na afirmação e manutenção da qualidade destas produções e no seu reconhecimento comunitário através da sua certificação em DOP e IGP.
Também o setor da saúde fixou mais de 600 pessoas, através do Hospital da CUF e de outros projetos nos setores da medicina dentária, fisioterapia e hemodiálise, para além duma residência assistida e do projeto de investimento na Casa de Saúde de S. Mateus.
