Ambiente e Proteção Civil

Ambiente e Proteção Civil

A qualidade de vida dos cidadãos é determinada pela diminuição das suas vulnerabilidades, não só em situações quotidianas, mas também em contextos de acidente grave e catástrofe. Os últimos podem ser desencadeados por eventos naturais ou tecnológicos e englobam acontecimentos menos frequentes, como sismos, roturas de barragens ou ameaças NRBQ (nucleares, radiológicas, biológicas ou químicas), a par de cenários mais usuais de cheias, incêndios florestais ou acidentes no transporte de mercadorias perigosas.

 

A exigência de proteger e auxiliar as pessoas e os recursos (naturais e materiais) na região Viseu Dão Lafões motiva o apoio desta comunidade intermunicipal à missão da Proteção Civil na região, concretizado em projetos estruturantes de otimização da resposta operacional prestada pelas entidades envolvidas nas fases de prevenção/planeamento (identificação e análise de riscos, definição de normas e procedimentos, atenuação de efeitos e ações de sensibilização), de socorro/assistência e de reposição da normalidade.

Projetos

A CIM Viseu Dão Lafões, nos últimos anos, tem vindo a desempenhar um papel ativo no território ao nível da proteção civil, e o exemplo disso, é a implementação de projetos em articulação com os municípios da região e com a ANEPC – Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, com vista a responder à sua missão de prevenir os riscos coletivos, atenuar os seus efeitos e proteger e socorrer as pessoas e bens em perigo. Desses projetos destaca- se a elaboração de cartografia dos riscos dos municípios da região, a aquisição de equipamento de proteção individual, a aquisição de equipamento terminal de comunicação TETRA, e, mais recentemente, o desenvolvimento de uma Plataforma de Emergência e Proteção Civil Intermunicipal.

 

Após os incêndios de 2017 que deflagraram na região, a proteção civil, passou a ter uma importância, ainda mais relevante do que a que já tinha, na estratégia e nas prioridades definidas para a região Viseu Dão Lafões, tendo em vista evitar situações similares, pelo que a CIM Viseu Dão Lafões deu continuidade ao trabalho que tem vindo a desenvolver no âmbito da organização e gestão intermunicipal da proteção civil.

 

Deste trabalho destaca-se:

  • Sistema integrado de videovigilância para a prevenção de incêndios florestais
  • Projeto Life Landscape Fire
  • Projeto ClimAlert
  • Sistema de alerta prematuro e de gestão de secas e erosão do solo
  • Produção de conhecimento sobre riscos associados às alterações climáticas para a região Viseu Dão Lafões, associada ao PIAAC
  • Plano Regional de Fogo Controlado

 

Para além dos projetos que tem vindo a desenvolver foi constituída uma Comissão Intermunicipal de Proteção Civil, de carácter consultivo, de modo a que nesta possam ser definidas estratégias e temáticas relacionadas com a área da proteção civil a implementar na região, e, se tracem linhas orientadoras para o futuro da região que envolvam a defesa e a salvaguarda de pessoas e bens, bem como, se desenvolvam estratégias ao nível da proteção e da defesa do meio ambiente.

Após os incêndios de 2017 foi aprovado um pacote legislativo de reforma florestal com o intuito de ultrapassar problemas estruturais de ordenamento do território, que o fenómeno das alterações climáticas vem revelando constituir uma grave ameaça à segurança das populações e ao potencial de desenvolvimento económico e social do país.

 

Enquadrado nesse pacote legislativo a Resolução de Conselho de Ministros nº 157-A/2017, de 27 de outubro, cria os Gabinetes Técnicos Florestais Intermunicipais, alterando o patamar territorial de planeamento.

 

Com este diploma as Comunidades Intermunicipais assumem um papel importante no âmbito da defesa da floresta contra incêndios, bem como a promoção de políticas de âmbito regional, congregando as sinergias locais.

A Resolução do Conselho de Ministros, n.º 157-A/2017, de 27 de outubro, criou as Brigadas de Sapadores Florestais e, nesse âmbito, a CIM Viseu Dão Lafões viu aprovadas pelo Instituto da Conservação da Natureza e Florestas a constituição de duas Brigadas de Sapadores Florestais.

 

Cada Brigada de Sapadores Florestais é constituída por três equipas de cinco elementos cada, totalizando quatorze sapadores florestais e um Técnico Superior licenciado em Ciências Florestais, assumindo este a função de Líder da Brigada.

 

As Brigadas de Sapadores Florestais tem como principal missão intervir na instalação e manutenção da rede primária de defesa da floresta contra incêndios, nas ações de consolidação e pós incêndio, bem como nas ações de estabilização de emergência e aumentar, também, a área de intervenção com ações de redução de combustíveis numa perspetiva de aumentar a resiliência do território aos incêndios florestais, promovendo-se uma atuação em consonância com os objetivos definidos na Estratégia Nacional para as Florestas e no Plano Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios.

 

Com a criação das Brigadas de Sapadores Florestais a CIM Viseu Dão Lafões desenvolveu uma perspetiva intermunicipal, que permite a articulação e priorização entre os quatorze municípios, com o objetivo de realizar a Gestão de Combustíveis na Rede Primária, nos Mosaicos e nos Aglomerados Populacionais definidos nos planos Municipais da Defesa da Floresta Contra Incêndios de cada Município pertencente à CIM Viseu Dão Lafões.

A VIGIA (Plataforma de Emergência e Proteção Civil Intermunicipal), desenvolvida pela CIM Viseu Dão Lafões, está direcionado para as equipas da proteção civil e forças de segurança para apoio às operações em momentos de resposta a fenómenos de emergência.

 

Permite monitorizar e efetuar a gestão de ocorrências de proteção civil em tempo real. Inclui ferramentas de análise preditiva de impacto dos acidentes e capacidades de simulação de cenários de risco (incêndios, fenómenos naturais e sinistros de vários tipos). Incorpora conhecimento desenvolvido com base em estudos especializados (Impacto das Alterações Climáticas, Cartas de Risco Municipais, Grandes Incêndios da Região, etc.).

 

Recolhe e integra dados meteorológicos (temperatura, humidade, velocidade e direção do vento) em tempo real, das estações meteorológicas e hidrométricas existentes no território – 13 estações CIM e 3 estações IPMA, bem como das redes de sensores de terceiros existentes no território (IPMA, APA, ANPC, IP, etc.).

 

Acede e usa a base de dados espaciais existente no Portal Geográfico Intermunicipal, corelacionando dados sobre população, edificado, rede viária, indústria, entre outros temas existentes, incluindo a base de dados de meios e recursos de proteção civil (ANPC).

 

Esta plataforma tem acesso aos dados e imagem recolhida através do Sistema de Videovigilância do território, com uma cobertura superior a 80% do território.

A CIM Viseu Dão Lafões, em parceria com o Instituto Politécnico de Viseu, a Junta da Extremadura, a Universidade da Extremadura e a Mancomunidade Integral Sierra de San Pedro, realizou, em Tondela, a reunião de kick-off do projeto LIFE – Landscape Fire.

 

Este foi um projeto liderado pela CIM Viseu Dão Lafões e que foi aprovado pela Comissão Europeia, no âmbito do programa LIFE Environment and Resource Efficiency.

 

A candidatura, com um valor global de 2,4 milhões de euros, teve a duração de três anos e teve como principal objetivo a prevenção dos incêndios rurais, através da aplicação de técnicas inovadoras, como o fogo controlado, a silvo- pastorícia e o controlo da proliferação e desenvolvimento de espécies invasoras.

 

Saiba mais em: https://life.cimvdl.pt

A CIM Viseu Dão Lafões, numa parceria liderada pela empresa pública GESPLAN (Gestión y Planeamiento Territorial y Medioambiental, S. A.), integrou o projeto LIFE NIEBLAS, que visou mitigar os efeitos das alterações climáticas no Sul da Europa e nas regiões ultraperiféricas da União Europeia.

 

O projeto LIFE NIEBLAS teve início nas Ilhas Canárias e teve, como elemento caracterizador, o recurso a protótipos de coletores de neblina, os quais permitiram a recuperação de aquíferos e a consolidação de áreas florestais, uma vez que proporcionaram uma irrigação regular, facilitando, dessa forma, o crescimento sustentado do coberto vegetal.

 

Ao participar neste projeto, a CIM Viseu Dão Lafões efetuou a reflorestação de algumas zonas afetadas por incêndios, com espécies autóctones, associando a essa reflorestação a utilização dos referidos coletores de neblina, permitindo, assim, a recuperação sustentável de florestas e aquíferos locais e reforçando a resiliência dos ecossistemas de Viseu Dão Lafões.

 

Este processo, aliado a novas metodologias de reflorestação, melhorou significativamente a capacidade de infiltração de água no subsolo e reduziu a evapotranspiração, revertendo ou desacelerando o processo de desertificação, e possibilitou, ainda, ganhos significativos ao nível da eficiência energética e da rentabilidade económica, em contraste com as práticas tradicionais de reflorestação.

 

Com um horizonte temporal de 36 meses e uma dotação orçamental global de aproximadamente 2,25 milhões de euros, este projeto foi financiado pelo Programa para o Ambiente e a Ação Climática (LIFE).

 

O Projeto LIFE NIEBLAS, com um total de oito parceiros, além da CIM Viseu Dão Lafões, reuniu os esforços da empresa pública Gesplan, do Cabildo de Gran Canária, do Instituto Canario de Investigaciones Agrarias (ICIA), do Instituto Tecnológico de Canarias, da Universidad de La Laguna, da Heredad de Aguas de Arucas y Firgas e do Centro de Investigación Ecológica y Aplicaciones Forestales de Cataluña.

 

Saiba mais em: https://lifenieblas.com

Nos últimos tempos, a Europa tem vindo a ser afetada por eventos climáticos extremos, como sejam a queda de chuvas e o aumento das temperaturas, os quais têm impactos ao nível da diminuição da disponibilidade de água e rendimento das culturas, do aumento do risco de seca e incêndios florestais, perda de biodiversidade e impactos adversos sobre a saúde e o bem-estar das pessoas e de todos os seres vivos.

 

Assim, e considerando que esta problemática também afeta a região Viseu Dão Lafões, a Comunidade Intermunicipal, após convite, decidiu integrar uma parceria liderada por uma entidade francesa, no âmbito de uma candidatura apresentada à 3ª convocatória do INTERREG SUDOE.

 

A candidatura apresentada visa o desenvolvimento de um serviço transnacional de alerta precoce de riscos climáticos relacionados com a água (secas e incêndios) na área de cooperação de Portugal, França e Espanha, prevendo- se, assim, a existência de uma plataforma que reunirá informações do satélite “SENTINEL”, sensoriamento remoto, sistemas de informações geográficas e informações climáticas disponíveis.

 

Esta plataforma, que ajudará a prever e compreender o comportamento de eventos climáticos extremos e a gestão da água nos níveis rural (erosão do solo) e urbano (ondas de calor), será testada em diferentes locais em toda a área de cooperação, contando com a colaboração nas fases de projeto e implementação com todos os agentes de interesse (proteção civil, associações de agricultores, organizações de gestão ambiental, etc.).

 

Saiba mais em: https://climalert.net/pt-pt

O Plano Intermunicipal de Adaptação às alterações Climáticas de Viseu Dão Lafões (PIAAC-VDL) promovido pela Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões (CIMVDL), entre fevereiro e dezembro de 2017, visou promover a integração da adaptação às alterações climáticas no planeamento intermunicipal e municipal e, dessa forma, criar uma cultura de adaptação transversal aos vários setores e atores, reforçando a resiliência territorial e preparando esta comunidade para os significativos desafios que as mudanças do clima estão/irão criar.

 

O PIAAC Viseu Dão Lafões é um instrumento fundamental para preparar a comunidade da região, bem como os seus atores estratégicos – públicos e privados -, para o caminho adaptativo que é necessário iniciar, começando pela adaptação à variabilidade climática de curto prazo e aos eventos extremos que já afetam este território com consequências muito severas, conforme se verificou em outubro de 2017, com vista a reduzir a vulnerabilidade às mudanças climáticas a longo prazo.

 

Saiba+

O projeto de “Deteção e combate à espécie exótica invasora Vespa velutina” teve como objetivo a implementação de ações dirigidas de prevenção, vigilância e controlo da espécie Vespa velutina sobre os ecossistemas e, em particular, sobre os serviços de polinização por eles suportados.

 

Esta operação consistiu na instalação e monitorização de uma rede de armadilhas entomológicas, tendo em vista a deteção precoce da presença de exemplares ou ninhos de Vespa velutina e o acompanhamento e estudo da sua dispersão pelo território, bem como na aquisição de equipamentos para deteção e combate à Vespa velutina, incluindo armadilhas e atrativos, equipamento de proteção individual, kits de destruição de ninhos, hipsómetros e binóculos, e ainda na produção de material de sensibilização.

 

A implementação do projeto contribuiu para:

  • melhorar o conhecimento da população da região quanto aos comportamentos e procedimentos a adotar aquando da deteção da presença da Vespa velutina;
  • desenvolver uma estratégia orientada, através da monitorização desta espécie exótica, permitindo obter maior conhecimento sobre os seus hábitos, de forma a implementar ações mais dirigidas ao seu controlo, quer a nível intermunicipal, quer municipal;
  • dar resposta ao preconizado nas orientações do “Plano de Ação para a Vigilância e Controlo da Vespa velutina em Portugal”, contribuindo, à escala sub-regional, para a sua implementação;
  • mitigar os efeitos provocados por esta espécie na atividade agrícola, no efetivo apícola, na segurança dos cidadãos e na minimização dos impactos sobre a biodiversidade;
  • promover a saúde e a produtividade dos ecossistemas presentes na região Viseu Dão Lafões, através da diminuição da presença da Vespa velutina no território;
  • potenciar os meios e as condições para dar continuidade à monitorização desta espécie no território.

V ANTIGO V

 

Ambiente e Proteção Civil

A qualidade de vida dos cidadãos é determinada pela diminuição das suas vulnerabilidades, não só em situações quotidianas, mas também em contextos de acidente grave e catástrofe. Os últimos podem ser desencadeados por eventos naturais ou tecnológicos e englobam acontecimentos menos frequentes, como sismos, roturas de barragens ou ameaças NRBQ (nucleares, radiológicas, biológicas ou químicas), a par de cenários mais usuais de cheias, incêndios florestais ou acidentes no transporte de mercadorias perigosas.

 

A exigência de proteger e auxiliar as pessoas e os recursos (naturais e materiais) na região Viseu Dão Lafões motiva o apoio desta comunidade intermunicipal à missão da Proteção Civil na região, concretizado em projetos estruturantes de otimização da resposta operacional prestada pelas entidades envolvidas nas fases de prevenção/planeamento (identificação e análise de riscos, definição de normas e procedimentos, atenuação de efeitos e ações de sensibilização), de socorro/assistência e de reposição da normalidade.

Projetos

A CIM Viseu Dão Lafões, nos últimos anos, tem vindo a desempenhar um papel ativo no território ao nível da proteção civil, e o exemplo disso, é a implementação de projetos em articulação com os municípios da região e com a ANEPC – Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, com vista a responder à sua missão de prevenir os riscos coletivos, atenuar os seus efeitos e proteger e socorrer as pessoas e bens em perigo. Desses projetos destaca-se a elaboração de cartografia dos riscos dos municípios da região, a aquisição de equipamento de proteção individual, a aquisição de equipamento terminal de comunicação TETRA, e, mais recentemente, o desenvolvimento de uma Plataforma de Emergência e Proteção Civil Intermunicipal.

 

Após os incêndios de 2017 que deflagraram na região, a proteção civil, passou a ter uma importância, ainda mais relevante do que a que já tinha, na estratégia e nas prioridades definidas para a região Viseu Dão Lafões, tendo em vista evitar situações similares, pelo que a CIM Viseu Dão Lafões deu continuidade ao trabalho que tem vindo a desenvolver no âmbito da organização e gestão intermunicipal da proteção civil.

 

Deste trabalho destaca-se:
– Sistema integrado de videovigilância para a prevenção de incêndios florestais
– Projeto Life Landscape Fire
– Projeto ClimAlert – Sistema de alerta prematuro e de gestão de secas e erosão do solo
– Produção de conhecimento sobre riscos associados às alterações climáticas para a região Viseu Dão Lafões, associada ao PIAAC
– Plano Regional de Fogo Controlado

 

Para além dos projetos que tem vindo a desenvolver foi constituída uma Comissão Intermunicipal de Proteção Civil, de carácter consultivo, de modo a que nesta possam ser definidas estratégias e temáticas relacionadas com a área da proteção civil a implementar na região, e, se tracem linhas orientadoras para o futuro da região que envolvam a defesa e a salvaguarda de pessoas e bens, bem como, se desenvolvam estratégias ao nível da proteção e da defesa do meio ambiente.

Após os incêndios de 2017 foi aprovado um pacote legislativo de reforma florestal com o intuito de ultrapassar problemas estruturais de ordenamento do território, que o fenómeno das alterações climáticas vem revelando constituir uma grave ameaça à segurança das populações e ao potencial de desenvolvimento económico e social do país.

 

Enquadrado nesse pacote legislativo a Resolução de Conselho de Ministros nº 157-A/2017, de 27 de outubro, cria os Gabinetes Técnicos Florestais Intermunicipais, alterando o patamar territorial de planeamento.

 

Com este diploma as Comunidades Intermunicipais assumem um papel importante no âmbito da defesa da floresta contra incêndios, bem como a promoção de políticas de âmbito regional, congregando as sinergias locais.

 

 

A Resolução do Conselho de Ministros, n.º 157-A/2017, de 27 de outubro, criou as Brigadas de Sapadores Florestais e, nesse âmbito, a CIM Viseu Dão Lafões viu aprovadas pelo Instituto da Conservação da Natureza e Florestas a constituição de duas Brigadas de Sapadores Florestais.

 

Cada Brigada de Sapadores Florestais é constituída por três equipas de cinco elementos cada, totalizando quatorze sapadores florestais e um Técnico Superior licenciado em Ciências Florestais, assumindo este a função de Líder da Brigada.

 

As Brigadas de Sapadores Florestais tem como principal missão intervir na instalação e manutenção da rede primária de defesa da floresta contra incêndios, nas ações de consolidação e pós incêndio, bem como nas ações de estabilização de emergência e aumentar, também, a área de intervenção com ações de redução de combustíveis numa perspetiva de aumentar a resiliência do território aos incêndios florestais, promovendo-se uma atuação em consonância com os objetivos definidos na Estratégia Nacional para as Florestas e no Plano Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios.

 

Com a criação das Brigadas de Sapadores Florestais a CIM Viseu Dão Lafões pretende criar uma perspetiva intermunicipal, que permita a articulação e priorização entre os quatorze municípios, com o objetivo de realizar a Gestão de Combustíveis na Rede Primária, nos Mosaicos e nos Aglomerados Populacionais definidos nos planos Municipais da Defesa da Floresta Contra Incêndios de cada Município pertencente à CIM Viseu Dão Lafões.

 

A VIGIA (Plataforma de Emergência e Proteção Civil Intermunicipal), desenvolvida pela CIM Viseu Dão Lafões, está direcionado para as equipas da proteção civil e forças de segurança para apoio às operações em momentos de resposta a fenómenos de emergência.

 

Permite monitorizar e efetuar a gestão de ocorrências de proteção civil em tempo real. Inclui ferramentas de análise preditiva de impacto dos acidentes e capacidades de simulação de cenários de risco (incêndios, fenómenos naturais e sinistros de vários tipos). Incorpora conhecimento desenvolvido com base em estudos especializados (Impacto das Alterações Climáticas, Cartas de Risco Municipais, Grandes Incêndios da Região, etc.).

 

Recolhe e integra dados meteorológicos (temperatura, humidade, velocidade e direção do vento) em tempo real, das estações meteorológicas e hidrométricas existentes no território – 13 estações CIM e 3 estações IPMA, bem como das redes de sensores de terceiros existentes no território (IPMA, APA, ANPC, IP, etc.).

 

Acede e usa a base de dados espaciais existente no Portal Geográfico Intermunicipal, corelacionando dados sobre população, edificado, rede viária, indústria, entre outros temas existentes, incluindo a base de dados de meios e recursos de proteção civil (ANPC).

 

Está prevista a inclusão dos dados e imagem recolhida através do Sistema de Videovigilância do território, com uma cobertura superior a 80% do território (projeto em desenvolvimento).

A CIM Viseu Dão Lafões, em parceria com o Instituto Politécnico de Viseu, a Junta da Extremadura, a Universidade da EXtremadura e Mancomunicade Integral Sierra de San Pedro, está a realizar, em Tondela, à reunião de kick-off do projeto LIFE – Landscape Fire.

 

Este é um projeto liderado pela CIM Viseu Dão Lafões e que foi aprovado, pela Comissão Europeia, no âmbito do programa LIFE Environment and Resource Efficiency.

 

A candidatura, com um valor global de 2,4 milhões de euros, terá a duração de 3 anos e tem como principal objetivo prevenir os incêndios rurais através de técnicas inovadoras como é o caso do fogo controlado, da silvo-pastorícia e do controlo da proliferação e desenvolvimento de espécies invasoras.

 

Saiba+

 

A CIM Viseu Dão Lafões, numa parceria liderada pela empresa pública GESPLAN (Gestión y Planeamiento Territorial y Medioambiental, S. A.), integra o projeto LIFE NIEBLAS que visa mitigar os efeitos das alterações climáticas no Sul da Europa e regiões ultraperiféricas da União Europeia.

 

O projeto LIFE NIEBLAS, teve início nas Ilhas Canárias e tem, como elemento caracterizador, o recurso a protótipos de coletores de neblina, os quais permitem a recuperação de aquíferos e a consolidação de áreas florestais, uma vez que proporcionam uma irrigação regular, facilitando, dessa forma, o crescimento sustentado do coberto vegetal.

 

Ao participar neste projeto, a CIM Viseu Dão Lafões irá efetuar a reflorestação de algumas zonas afetadas por incêndios, com espécies autóctones, associando, a essa reflorestação, a utilização dos referidos coletores de neblina, permitindo, assim, a recuperação sustentável de florestas e aquíferos locais, reforçando dessa forma a resiliência dos ecossistemas de Viseu Dão Lafões.

 

Este processo, aliado a novas metodologias de reflorestação, melhora significativamente a capacidade de infiltração de água no subsolo e reduz a evapotranspiração, revertendo ou desacelerando o processo de desertificação, possibilitando, ainda, ganhos significativos ao nível da eficiência energética e rentabilidade económica, em contraste com as práticas tradicionais de reflorestação.

 

Com um horizonte temporal de 36 meses e uma dotação orçamental global de aproximadamente 2.25 milhões de euros, este projeto é financiado pelo Programa para o Ambiente e a Ação Climática (LIFE).

 

O Projeto LIFE NIEBLAS, num total de oito parceiros, além da CIM Viseu Dão Lafões, reúne os esforços da Empresa Pública Gesplan; Cabildo de Gran Canária; Instituto Canario de Investigaciones Agrarias (ICIA); Instituto Tecnológico de Canarias; Universidad de La Laguna; Heredad de Aguas de Arucas y Firgas; Centro de Investigación Ecológica y Aplicaciones Forestales de Cataluña.

ClimAlert – Sistema de Alerta Prematuro e de Gestão de Secas e Erosão do solo

 

Nos últimos tempos, a Europa tem vindo a ser afetada por eventos climáticos extremos, como sejam a queda de chuvas e o aumento das temperaturas, os quais têm impactos ao nível da diminuição da disponibilidade de água e rendimento das culturas, do aumento do risco de seca e incêndios florestais, perda de biodiversidade e impactos adversos sobre a saúde e o bem-estar das pessoas e de todos os seres vivos.

 

Assim, e considerando que esta problemática também afeta a região Viseu Dão Lafões, a Comunidade Intermunicipal, após convite, decidiu integrar uma parceria liderada por uma entidade francesa, no âmbito de uma candidatura apresentada à 3ª convocatória do INTERREG SUDOE.

 

A candidatura apresentada visa o desenvolvimento de um serviço transnacional de alerta precoce de riscos climáticos relacionados com a água (secas e incêndios) na área de cooperação de Portugal, França e Espanha, prevendo-se, assim, a existência de uma plataforma que reunirá informações do satélite “SENTINEL”, sensoriamento remoto, sistemas de informações geográficas e informações climáticas disponíveis.

 

Esta plataforma, que ajudará a prever e compreender o comportamento de eventos climáticos extremos e a gestão da água nos níveis rural (erosão do solo) e urbano (ondas de calor), será testada em diferentes locais em toda a área de cooperação, contando com a colaboração nas fases de projeto e implementação com todos os agentes de interesse (proteção civil, associações de agricultores, organizações de gestão ambiental, etc.).

 

Saiba +

 

O Plano Intermunicipal de Adaptação às alterações Climáticas de Viseu Dão Lafões (PIAAC-VDL) promovido pela Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões (CIMVDL), entre fevereiro e dezembro de 2017, visou promover a integração da adaptação às alterações climáticas no planeamento intermunicipal e municipal e, dessa forma, criar uma cultura de adaptação transversal aos vários setores e atores, reforçando a resiliência territorial e preparando esta comunidade para os significativos desafios que as mudanças do clima estão/irão criar.

 

O PIAAC Viseu Dão Lafões é um instrumento fundamental para preparar a comunidade da região, bem como os seus atores estratégicos – públicos e privados -, para o caminho adaptativo que é necessário iniciar, começando pela adaptação à variabilidade climática de curto prazo e aos eventos extremos que já afetam este território com consequências muito severas, conforme se verificou em outubro de 2017, com vista a reduzir a vulnerabilidade às mudanças climáticas a longo prazo.

 

Saiba+

O projeto de “Deteção e combate à espécie exótica invasora Vespa velutina” tem como objetivo a Implementação de ações dirigidas de prevenção, vigilância e controlo da espécie Vespa velutina sobre os ecossistemas e, em particular, sobre os serviços de polinização por eles suportados.

Esta operação consiste na instalação e monitorização de uma rede de armadilhas entomológicas, tendo em vista a deteção precoce da presença de exemplares ou ninhos de Vespa velutina e acompanhamento/estudo da sua dispersão pelo território, a aquisição de equipamentos para deteção e combate à Vespa velutina, incluindo armadilhas e atrativo, equipamento de proteção individual, kits de destruição de ninhos, hipsómetros e binóculos e a produção de material de sensibilização.

A implementação do projeto contribuirá para:
– melhorar o conhecimento da população da região quanto a comportamentos e procedimentos a adotar quando detetada a presença da Vespa velutina;
– desenvolver uma estratégia orientada, onde, através de monitorização desta espécie exótica, se possa obter mais conhecimento sobre os seus hábitos de forma a implementar ações mais dirigidas para o seu controlo, quer a nível intermunicipal, quer municipal;
– atender ao preconizado nas orientações do “Plano de Ação para a vigilância e Controlo da Vespa velutina em Portugal” contribuindo, à escala sub-regional, para a sua implementação;
– contribuir para a mitigação dos efeitos provocados por esta espécie na atividade agrícola, no efetivo apícola, na segurança dos cidadãos e na minimização dos impactos sobre a biodiversidade;
– promover a saúde e produtividade dos ecossistemas presentes na região Viseu Dão Lafões através da diminuição da presença da Vespa velutina no território.
– potenciar os meios e condições, para dar continuidade à monitorização desta espécie no território.